Entra nos Estuários de todos os rios que desaguam no Atlântico, no mar do Norte, no Báltico e no Mediterraneo, pode aparecer no mar Negro.
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Morfologia
Corpo serpentiforme podendo atingir grandes dimensões, boca proeminente, com barbatanas pares, barbatanas impares unidas formando uma barbatana única. Corpo coberto de muco.
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Coloração
Coloração variável, o dorso pode ser negro, verde ou amarelo enquanto a zona ventral é esbranquiçada ou amarelada.
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Migração reprodutora para o mar ocorre no Outono e Inverno (Mondego)
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Habitat geral
Peixe que vive sobretudo no fundo dos rios e barragens, i.e. de hábitos bentónicos, colonizando uma grande variedade de habitats. É mais activa durante noite, escondendo-se em buracos durante o dia. A enguia ocorre em rios com águas correntes, oxigenadas, menos frias e com leitos adequados à escavação (areias e lodos) ou com densa vegetação. A abundância desta espécie está relacionada positivamente com a proximidade da foz do rio e com a quantidade de chuva anual. Os machos predominam nos estuários e as fêmeas na parte superior dos cursos de água.
(83, 141, 142)
Habitat de reprodução
Coloniza grande variedade de habitats. Todo o tipo de substrato. Os machos predominam nos estuários e as fêmeas na parte superior dos cursos de água.
Alimentação
De uma forma geral a enguia parece alimentar-se de todo o tipo de alimento, i.e. é omnívora. As presas da enguia podem ser desde matéria mineral, material vegetal (algas macrófitas), detritos, macroinvertebrados aquáticos (moluscos, larvas de dipteros, crustáceos) a peixes. No estuário do Tejo alimenta-se preferencialmente de anfípodes e caranguejos decápodes (Carcinus maenas), seguido de poliquetas, bivalves, isópodes e peixes (Pomatoschistus sp.). No entanto, em água doce a enguia ingere preferencialmente de larvas aquáticas de insectos (dipteros, ninfas de efémerópteros seguido por tricópteros) e oligoquetas.
(580, 324, 83, 166)
Curiosidades
Reproduz-se no Mar dos Sargaços a 400m de profundidade. A desova parece iniciar-se em Janeiro e atingir um máximo em principios de Março e extender-se até Julho. Os ovos libertados ascendem à superfície onde se mantêm a flutuar eclodindo 24horas depois. Pequenas larvas recém-eclodidas (5mm), iniciam uma migração oceânica, as quais se vão gradualmente transformando em larvas comprimidas lateralmente (leptocéfalas). A distribuição da enguia europeia tem origem inicialmente no arrastamernto das larvas pela corrente do Golfo e corrente do Atlântico norte, sendo posteriormente completadas por diversas correntes maritimas que dispersam enguias juvenis ao longo da costa. Assim no decurso do terceiro verão as larvas atingem a plataforma continental europeia medindo aproximadamente 75mm. Após a metamorfose transformam-se em enguias de vidro, anguiliformes, transparentes e com a cabeça, focinho e ponta da cauda pigmentadas. A pimentação estende-se progressivamente a todo o corpo à medida que os animais se aproximam dos estuários. Neste momento denominam-se meixões ou angulas. A pigmentação altera-se acompanhando o crescimnto e penetração nas águas doces onde o meixão dá origem à enguia amarela e posteriormente à chamada fase prateada. A migração de volta ao mar começa para os machos entre os 4 e os 9 anos e para as fêmeas entre os 6 e os 13 anos. Machos menores que as fêmeas.
(160, 83)
Interesse comercial e Usos
Elevado interesse comercial. A enguia é muito apreciada na gastronomia inclusivé na fase de meixão. No rio Guadiana pagam 40 euros (meixão) e 5.5 euros (adulto) por kilo.
(82, 605)
Tamanho mínimo de captura
20
Período de pesca
Todo o ano
LV 2005
Em perigo
LV ES
V
CITES
sem
IUCN
sem
Berna
sem
Directiva Habitats
sem
Justificação de regulamentação
Regressão das populações na zonas superiores das bacias hidrográficas com barragens
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Factores de ameaça
Construção de barragens sem passagem para peixes levou ao desaparecimento da enguia nos troços superiores dos rios. Há sobrepesca das enguias de vidro para exportação. A população do rio Mondego apresentou uma redução do número de indivíduos de grandes dimensões. Poluição dos rios.
(560, 439, 83, 300, 79)
Medidas mitigadoras
A legislação da pesca deverá ser uniformizada nas zonas estuarinas e de água doce. Fiscalização da eficaz sobre a pesca à enguia de de vidro. Estudo detalhado sobre a dinâmica populacional desta espécie, de forma a definir com rigor quotas de exploração desta espécie. Nomeadamente estudar a viabilidade da exploração e impacte da pesca do meixão, eventualmente apresentar legislação que regulamentasse esta actividade caso houvesse viabilidade de exploração. Desenvolvimento de um plano de acção nacional para a conservação da espécie, com 1 plano de protecção para cada bacia hidrográfica. Deverá ser criada redes de investigação sobre espécies ameaçadas, de forma a desenvolver estudos de bioecologia da espécie. Construção de passagens para peixes nas barragens e açudes. Gestão dos caudais lançados pelas barragens de forma a minimizar os efeitos negativos da regularização. Criação de legislação apropriada com as épocas de defeso, intensificação da fiscalização, campanhas de sensibilização de pescadores. Pagamento de indemnizações para pescadores que compense as quebras de rendimentos resultantes da adaptação das artes de pesca a uma lei conservacionista. Controlo da poluição. Criação de zonas de pesca profissional de forma a ordenar esta actividade.
(378, 560, 374, 79)