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Carta Piscícola Nacional

Alosa fallax

Nome científico
(valido)

(outros)
Alosa fallax   

Clupea fincta
Família Clupeidae
Autor, data (Lacépède, 1803)
Nomes comums Savelha, Saboga
Distribuição Global Nas costas Atlânticas desde a costa de Marrocos e mar Báltico até ao golfo da Finlândia e em todo o mar Mediterraneo, incluindo o mar Negro.    (200)
Morfologia Peixe de tamanho médio, com corpo alto, escamas grandes, delgadas e pouco aderentes. Maxila superior com um recorte nítido que corresponde a uma protuberância na maxila inferior.    (200)
Coloração Exibe uma coloração azul brilhante no dorso e prateada nos flancos e ventre. Na porção anterior dos flancos com 9 a 10 manchas escuras que diminuem de tamanho ao longo do corpo.    (200)
Nativa Sim
Migrador anádromo Sim
Migrador catádromo Não
Longevidade 7 (machos 5 anos; fêmeas 10 a 11 anos)    (253)
Tamanho máximo (cm) 55 CT (40cm machos e 50cm fêmeas)       (253, 132)
Maturação sexual machos a partir do 2º a 3º invernos    (253)
Maturação sexual fêmeas a partir do 3º ou 4º invernos    (253)
Época de reprodução Tejo entre Maio e Junho; Migração reprodutora entre Março a Junho e desova em Julho; Guadiana e Mira: Maio; inicia a migração anádroma com 2 a 8 anos                (173, 172, 378, 373, 339)
Nº médio de ovos por fêmea 32500 (300 mm); Guadiana: 110000 a 445000 ovos; Mira: 102000 a 673000 ovos;    (339)
Habitat geral Peixe que ocupa a coluna de àgua, pelágico. Ocorre principalmente na parte mais a jusante dos rios (próxima dos estuários). A savelha reproduze-se nos rios.    (253)
Habitat de reprodução Desova efectua-se durante a noite sobre lodo, pedras, areia ou gravilha a uma profundidade de 2,5 a 9,5 metros. Desova em zonas mais a jusante que o Sável.    (253)
Alimentação A savelha alimenta-se na coluna de água, alimentação planctónica (misidáceos, caranguejos, camarões, isópodes, insectos, detritos e ocasionalmente anelídeos, gastrópodes, cefalópodes, ovos de peixes, decápodes e anfípodes) mas também come peixes (sardinha, anchova, alcabrozes, peixe-rei). As savelhas com apenas 3 cm ingerem copépodes, depois com 5 a 10 cm comem zooplâncon, insectos e plantas. Nos estuários consomem crustáceos e no mar peixes e crustáceos. Durante a migração reprodutora os peixes adultos não se alimentam.    (132)
Curiosidades Em Abril congregam-se na abertura dos estuários subindo os rios em Maio e Junho mas não se afastam muito das águas salobras. A migração realiza-se durante a noite. Alguns adultos realizam mais do que uma reprodução, no entanto a maioria morre após a primeira reprodução. Os migradores anáromos têm entre 2 e 10 anos. Após a reprodução os adultos e juvenis regressam ao mar. Na eclosão os alevins medem 4 a 5 mm e crescem rapidamente. Em Outubro-Novembro os juvenis atingem 7 a 8 cm.
Interesse comercial e Usos Espécie com elevado interesse comercial mas de menor valor do que o Sável. No rio Guadiana: 2.5 euros por kilo.    (605)
Tamanho mínimo de captura 20
Período de pesca 1 de Fevereiro a 14 de Junho
LV 2005 Vulnerável    (653)
LV ES V
CITES sem
IUCN DD
Berna III
Directiva Habitats II e V
Justificação de regulamentação Regressão acentuada na maioria das bacias hidrográficas    (79)
Factores de ameaça Poluição e modificação (dragagens e extração de inertes) das zonas estuarinas. A sobrepesca dos reprodutores nos troços inferiores dos rios, associada com a perda de habitats de postura devido à construção de barragens e açudes. As barragens levaram à redução drástica dos caudais nos rios causando redução nas capturas dos pescadores, i.e. nos efectivos populacionais. Não apresenta os mesmos problemas de conservação do que o sável pois desova perto dos estuários não sendo tão afectada pela construção de barragens.          (560, 439, 352)
Medidas mitigadoras A legislação da pesca deverá ser uniformizada nas zonas estuarinas e de água doce. A legislação deverá ser alterada de forma a que o período de defeso abranja a migração e a época de reprodução. Limitação da pesca no que se refere às artes de pesca e zonas de criação de juvenis. Os pescadores deverão receber indemnizações de forma a que se compense as quebras de rendimentos resultantes da adaptação das artes de pesca a uma lei conservacionista. Campanhas de esclarecimento para os pescadores. O controle (fiscalização) pelas autoridades deverá ser intensificado. A criação de zonas de pesca profissional irá ordenar esta actividade. Os rios com barragens e açudes deverão ter caudais adequados de forma reduzir os efeitos negativos da regularização. Devem ser criadas passagens para peixes adequadas (elevadores) de forma a restabelecer as rotas migratórias. Aplicação da directiva quadro da água, de forma a diminuir a poluição (tratamento das águas residuais). Desenvolvimento de um plano de acção nacional para a conservação da espécie, com 1 plano de protecção para cada bacia hidrográfica. Deverá ser criada redes de investigação sobre espécies ameaçadas, de forma a desenvolver estudos de bioecologia da espécie. As zonas de desova deverão ser protegidas, inclusão de algumas zonas de ocorrência na Rede NATURA 2000. Proibição de extracção de inertes em zonas sensiveis.                      (375, 378, 560, 374, 352, 377, 79)
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Referências principais
Alexandrino, P.J.B.
(1994)
Contribuição para o estudo da biologia das populações portuguesas do género Alosa. Migração, crescimento, diferenciação morfológica e pesca. Faculdade de Ciências da Universidade do Porto [Mais info]



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