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Carta Piscícola Nacional

Anaecypris hispanica

Nome científico
(valido)

(outros)
Anaecypris hispanica   

Phoxinellus hispanicus
Phoxinus hispanicus
Pseudophoxinus hispanicus
Família Cyprinidae
Autor, data (Steindachner, 1866)
Nomes comums Saramugo, Pardelha
Distribuição Global Endemismo Ibérico, Bacia do Guadiana.          (3, 200, 68)
Morfologia Espécie de pequeno tamanho com cabeça pontiaguda e boca súpera sem barbilhos. Os olhos são grandes e próximos do perfil doral da cabeça. As escamas são muito pequenas e numerosas a linha lateral é incompleta. Barbatana dorsal pequena atrás da inserção das barbatanas pélvicas. Barbatana dorsal com 7 raios ramificados e barbatana anal com 9 raios ramificados.                   (246, 245, 1, 106, 200, 68)
Coloração Corpo prateado com os flancos com pequenas pontos negros.       (106, 200)
Nativa Sim
Migrador anádromo Não
Migrador catádromo Não
Longevidade 3          (3, 2, 122)
Tamanho máximo (cm) 7.5cm (CF)       (3, 106)
Maturação sexual machos 34mm (1º ano de vida)       (3, 317)
Maturação sexual fêmeas 39mm (1º ano de vida)       (3, 317)
Época de reprodução Abril (Primavera) Maturação sexual no primeiro ano de vida          (3, 2, 122)
Nº médio de ovos por fêmea 689 (45mm CF)    (3)
Habitat geral O saramugo habita em pequenos cursos de água com zonas de correnteza (espécie reofílica). Esta espécie ocorre em habitats com plantas aquáticas submersas e está associado a habitats com pouca profundidade, com velocidade de corrente fraca a moderada e com substrato de granulometria fina. Existe uma associação positiva entre a abundância do saramugo com os rios que apresentam declives acentuados, locais distantes do rio principal e com baixa cobertura arbustiva.                (3, 246, 2, 360, 128)
Habitat de reprodução Água com elevada concentração de O2 3 a 15mg/l (>9mg/l), pêgos pouco profundos substrato (cascalho, bloco e rocha) alguma vegetação, temp 8 a 30ºC (25ºC), rios pequenos (10m) pouco profundos (<60cm), corrente 0 a 80cm/s    (3)
Alimentação A sua alimentação baseia-se principalmente em invertebrados (larvas de dípteros e hemípteros), detritos, algas e fanerogâmicas. Outros autores apontam para que o saramugo se alimente de quironomídeos, tricópteros, copépodes assim como algas filamentosas e detritos.       (4, 5)
Curiosidades Possivelmente faz migrações reprodutoras para montante e no inverno ocupa os rios principais. Apresenta uma considerável diversidade genética apesar do reduzido efectivo populacional.
Interesse comercial e Usos sem
Tamanho mínimo de captura 0
Período de pesca Todo o ano
LV 2005 Criticamente em perigo
LV ES E
CITES sem
IUCN EN
Berna III
Directiva Habitats II e IV
Justificação de regulamentação Regressão acentuada; Redução de efectivos    (79)
Factores de ameaça O saramugo tem perdido drasticamente o habitat devido à construção de barragens, captação de água, poluição doméstica, produção agricola e da pecuária. As espécies introduzidas (nomeadamente a Achegã), assim como a destruição das zonas de postura por extracção de inertes tem causado declinios nas populações. A extracção de inertes aumenta a turbidez nos rios, colmatando os locais de desova.                         (3, 248, 1, 317, 441, 2, 7, 200)
Medidas mitigadoras Reabilitação de habitats degradados, extensão das reservas naturais, produção de legislação específica para a protecção e conservação da espécie. Impedimento de novos empreendimentos hídricos; Impedir a introdução de novas espécies e promover programas de remoção de espécies introduzidas. Produção de especimens em cativeiro para realizar programa de transferências, reconnecção de populações fragmentadas; educação ambiental.                         (248, 185, 1, 317, 441, 2, 184, 200)
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Referências principais
Ribeiro, F., Cowx, I.G. & M.J. Collares-Pereira
(2000)
Life history traits of the endangered iberian cyprinid Anaecypris hispanica and their implications for conservation [Mais info]



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