França, Alemanha, Portugal, Espanha e Geórgia.
(200, 77)
Morfologia
Peixe de grandes dimensões, achatado dorso-ventralmente formando um corpo fusiforme. Apresenta uma barbatana caudal heterocerca o corpo coberto por cinco fiadas de placas ósseas, focinho cónico. Boca pequena sem dentes com 4 barbilhos.
(200)
Coloração
Dorso castanho ou cinzento escuro. Região lateral mais pálida e ventre branco.
(200)
Pouco se sabe sobre o habitat que o esturjão vive, apenas que passa a maior parte da vida no mar entre os 5 e 60 metros vindo reproduzir-se nos troços principais dos rios.
(200)
Habitat de reprodução
A desova realiza-se a profundidades de 4 a 10 metros em fundos saibrosos ou em rochas sobre as quais as fêmeas durante a postura.
(200)
Alimentação
Os alevins alimentam-se de plâncton (camarões e anfípodes) e larvas de quiromonideos. Na fase marinha os juvenis e adultos comem fundamentalmente de poliquetas incluindo crustáceos e moluscos. Durante a migração anádroma os adultos não se alimentam.
(200)
Curiosidades
Os machos não se alimentam durante a época de reprodução. Os machos reproduzem-se todos os anos ou de dois em dois anos enquanto que as fêmeas se reproduzem todos os 3 ou mais anos. A migração inicia-se em Março ou Abril podendo os indivíduos atingir uma velocidade de 6 km/hora. Os machos, mais numerosos do que as fêmeas, antecedem-nas em algumas semanas. Os alevins crescem nas áreas de desova até 6 meses. Por volta de Dezembro os juvenis começam a sua migração para os estuários. No momento da postura os machos nadam sobre as fêmeas defendendo os ovos dos predadores. O desenvolvimento dos ovos é rápido, uma semana depois encontram-se alevins junto às posturas. A pesca desta espécie fazia-se quando o animal "dormia" pois a sua flutuabilidade neutra estabelece-se a pequena profundidade. Na área ribeirinha do Douro ainda se conserva a expressão popular "dormir como um Solho" para as pessoas que dormem bem e profundamente.
Interesse comercial e Usos
Elevado interesse comercial. A carne desta espécie é muito apreciada e as suas ovas (caviar) constituem um requinte gastronómico de elevado preço.
Construção de barragens sem passagens adequadas e consequente redução do caudal. Perda de habitat e destruição dos locais de desova. Poluição dos estuários e pesca acidental de indivíduos.
(64, 77, 79)
Medidas mitigadoras
Assegurar a passagem para peixes, protegendo os adultos e os locais de desova. Diminuir a poluição das zonas estuarinas. Estender o período de defeso para abranger a época de reprodução. Gestão dos caudais nas bacias regularizadas de forma a minimizar os efeitos negativos da regularização. Avaliar a possibilidade de se efectuar o repovoamento de esturjão; Campanhas de esclarecimento dos pescadores. Promover estudos da bioecologia sobre a espécie.
(64)