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Carta Piscícola Nacional

Acipenser sturio

Nome científico
Acipenser sturio   

Família Acipenseridae
Autor, data Linnaeus, 1758
Nomes comums Esturjão, Solho, Solho-rei
Distribuição Global França, Alemanha, Portugal, Espanha e Geórgia.       (200, 77)
Morfologia Peixe de grandes dimensões, achatado dorso-ventralmente formando um corpo fusiforme. Apresenta uma barbatana caudal heterocerca o corpo coberto por cinco fiadas de placas ósseas, focinho cónico. Boca pequena sem dentes com 4 barbilhos.    (200)
Coloração Dorso castanho ou cinzento escuro. Região lateral mais pálida e ventre branco.    (200)
Nativa Sim
Migrador anádromo Sim
Migrador catádromo Não
Longevidade 100
Tamanho máximo (cm) 350 CT    (77)
Maturação sexual machos 8 e 12 anos
Maturação sexual fêmeas 13 e 16 anos
Época de reprodução Maio a finais de Junho
Nº médio de ovos por fêmea 300000 a 2000000
Habitat geral Pouco se sabe sobre o habitat que o esturjão vive, apenas que passa a maior parte da vida no mar entre os 5 e 60 metros vindo reproduzir-se nos troços principais dos rios.    (200)
Habitat de reprodução A desova realiza-se a profundidades de 4 a 10 metros em fundos saibrosos ou em rochas sobre as quais as fêmeas durante a postura.    (200)
Alimentação Os alevins alimentam-se de plâncton (camarões e anfípodes) e larvas de quiromonideos. Na fase marinha os juvenis e adultos comem fundamentalmente de poliquetas incluindo crustáceos e moluscos. Durante a migração anádroma os adultos não se alimentam.    (200)
Curiosidades Os machos não se alimentam durante a época de reprodução. Os machos reproduzem-se todos os anos ou de dois em dois anos enquanto que as fêmeas se reproduzem todos os 3 ou mais anos. A migração inicia-se em Março ou Abril podendo os indivíduos atingir uma velocidade de 6 km/hora. Os machos, mais numerosos do que as fêmeas, antecedem-nas em algumas semanas. Os alevins crescem nas áreas de desova até 6 meses. Por volta de Dezembro os juvenis começam a sua migração para os estuários. No momento da postura os machos nadam sobre as fêmeas defendendo os ovos dos predadores. O desenvolvimento dos ovos é rápido, uma semana depois encontram-se alevins junto às posturas. A pesca desta espécie fazia-se quando o animal "dormia" pois a sua flutuabilidade neutra estabelece-se a pequena profundidade. Na área ribeirinha do Douro ainda se conserva a expressão popular "dormir como um Solho" para as pessoas que dormem bem e profundamente.
Interesse comercial e Usos Elevado interesse comercial. A carne desta espécie é muito apreciada e as suas ovas (caviar) constituem um requinte gastronómico de elevado preço.
Tamanho mínimo de captura 65
Período de pesca 16 de Janeiro a 14 de Julho
LV 2005 Extinto
LV ES E
CITES I
IUCN E
Berna III
Directiva Habitats II e IV
Justificação de regulamentação Em perigo de extinção       (64, 79)
Factores de ameaça Construção de barragens sem passagens adequadas e consequente redução do caudal. Perda de habitat e destruição dos locais de desova. Poluição dos estuários e pesca acidental de indivíduos.          (64, 77, 79)
Medidas mitigadoras Assegurar a passagem para peixes, protegendo os adultos e os locais de desova. Diminuir a poluição das zonas estuarinas. Estender o período de defeso para abranger a época de reprodução. Gestão dos caudais nas bacias regularizadas de forma a minimizar os efeitos negativos da regularização. Avaliar a possibilidade de se efectuar o repovoamento de esturjão; Campanhas de esclarecimento dos pescadores. Promover estudos da bioecologia sobre a espécie.    (64)
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Referências principais
Doadrio, I.
(2001)
Atlas y Libro Rojo de los Peces Continentales de España [Mais info]



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