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Carta Piscícola Nacional

Barbus bocagei

Nome científico
(valido)

(outros)
Barbus bocagei   

Barbus barbus bocagei
Cyprinus barbus
Família Cyprinidae
Autor, data Steindachner, 1865
Nomes comums Barbo-do-norte, Barbo-comum
Distribuição Global Endemismo Ibérico, Bacias atlânticas entre Lima e Sado.    (30)
Morfologia Espécie de tamanho médio, que tem o perfil da cabeça ligeiramente convexo, com boca inferior com dois pares de barbilhos. Os barbilhos posteriores atingem a linha média do olho. A barbatana dorsal apresenta o raio ossificado a 2/3 da altura da dorsal sendo o perfil posterior da barbatana quase linear e oblíquo relativamente ao perfil dorsal do corpo. O lábio superior é grande e espesso estando o labio inferior ligeiramente retraído.    (30)
Coloração Região dorsal é castanho-esverdeado, região ventral branca ou avermelhada. Os juvenis apresentam manchas escuras na zona dorsal que desaparecem nos adultos. Durante a época de reprodução os machos têm tubérculos nupciais na cabeça.    (30)
Nativa Sim
Migrador anádromo Não
Migrador catádromo Não
Longevidade 13                   (30, 151, 54, 148, 242, 417)
Tamanho máximo (cm) 100 CT             (151, 54, 148, 242)
Maturação sexual machos 70mm (2+); Guadalquivir: 70-90mm (2 a 4 anos); Segura: 60-80 mm (2 a 3 anos); Tejo: 70 mm (3+)                (30, 151, 127, 148, 242)
Maturação sexual fêmeas 180-200mm (6+); Guadalquivir: 110-160mm (6 a 7 anos); Segura: 130-175 mm (5 a 6 anos) ; Tejo: 180-200 mm (7+)                (30, 151, 127, 148, 242)
Época de reprodução Entre Abril a Junho. Fevereiro a Junho (Mondego e Tejo); Segura: Maio a Julho; Tejo: 15 de Maio a 1 de Junho                   (30, 151, 153, 127, 148, 242)
Nº médio de ovos por fêmea 17553-21832; Guadalquivir: 6900 (200 mm); Segura: 7300-7700 (200 mm); Tejo: 3533 (200 mm)             (30, 151, 148, 242)
Habitat geral O Barbo-comum ocorre nos troços médios e inferiores dos rios ocupa o fundo (espécie bentónica) e prefere zonas com pouca ou moderada velocidade de corrente (excepto na época de reprodução). O habitat preferido apresenta áreas com elevada cobertura ripária de cursos de água permanentes com marcadas caracteristicas lóticas (com correntezas) e reduzida instabilidade hídrica. O barbo-comum tem preferência por troços mais profundos, com mais oxigénio e substrato fino. Os juvenis ocorrem em zonas com alguma profundidade, próximas da margem e sem corrente, evitando habitats com muita cobertura arbórea. Esta espécie é um nadador activo com grande capacidade de deslocação.                (30, 315, 179, 574, 147)
Habitat de reprodução Na época de reprodução realiza migrações para montante surgindo em zonas de corrente rápida, e boa oxigenação, sobre fundos de areia ou cascalho. Altitude máxima 450m, em barragens zonas mais profundas    (548)
Alimentação O barbo-comum apresenta uma alimentação generalista e oportunista. Alimenta-se principalmente de material vegetal (plantas e algas filamentosas) e larvas de insectos aquáticos nomeadamente de dipteros (quironomídeos e simulídeos), efemerópteros (caenídeos), plecópteros, coleópteros, hemípteros, moluscos, ácaros e tricópteros (hidropsiquídeos). Ocosionalmente ingere areia, cladóceros, insectos terrestres (formicídeos) e sementes. Os peixes de maiores dimensões alimentam-se mais de material vegetal e ocasionalmente de outros peixes. Em barragem alimenta-se principalmente de larvas de dipteros, detritos e crustáceos planctónicos e algumas algas filamentosas.                               (30, 624, 51, 364, 166, 623, 150, 415, 229, 147)
Curiosidades As fêmeas escavam um sulco onde depositam os ovos. Ingerem areia o que ajuda à digestão dos alimentos. Realizam migrações pre-reprodutivas para zonas lóticas. Efectua pequenas migrações para cursos de água com o fundo de cascalho, com águas correntes e límpidas onde realiza a postura. A regularização dos rios atinge os jovens do ano, enfraquencendo a estrutura populacional.
Interesse comercial e Usos reduzido    (30)
Tamanho mínimo de captura 20
Período de pesca 1 de Junho a 14 de Março
LV 2005 Sem estatuto de conservação definido
LV ES NT
CITES sem
IUCN sem
Berna III
Directiva Habitats V
Factores de ameaça Poluição; barragens; regularizações; extração de água e inertes; Vários tipos de poluição, extracção de inertes; passagens para peixes inadequadas; introdução de exóticas; aumento da turbidez (extracção de inertes); destruição das zonas de postura por extracção de inertes;          (248, 151, 200)
Medidas mitigadoras Redução da poluição através do controlo das descargas efluentes e tratamento dos mesmos. Construção de passagem para peixes adequadas às espécies. Controlar as espécies exóticas.       (248, 200)
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Referências principais
Almaça, C. & P. Banarescu
(2003)
Barbus bocagei Steindachner, 1865 In P.M. Banarescu & G. Bogutskaya (eds.). The Freshwater Fishes of Europe, Wiebelsshein [Mais info]



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