Endemismo Ibérico, Bacias atlânticas entre Lima e Sado.
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Morfologia
Espécie de tamanho médio, que tem o perfil da cabeça ligeiramente convexo, com boca inferior com dois pares de barbilhos. Os barbilhos posteriores atingem a linha média do olho. A barbatana dorsal apresenta o raio ossificado a 2/3 da altura da dorsal sendo o perfil posterior da barbatana quase linear e oblíquo relativamente ao perfil dorsal do corpo. O lábio superior é grande e espesso estando o labio inferior ligeiramente retraído.
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Coloração
Região dorsal é castanho-esverdeado, região ventral branca ou avermelhada. Os juvenis apresentam manchas escuras na zona dorsal que desaparecem nos adultos. Durante a época de reprodução os machos têm tubérculos nupciais na cabeça.
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O Barbo-comum ocorre nos troços médios e inferiores dos rios ocupa o fundo (espécie bentónica) e prefere zonas com pouca ou moderada velocidade de corrente (excepto na época de reprodução). O habitat preferido apresenta áreas com elevada cobertura ripária de cursos de água permanentes com marcadas caracteristicas lóticas (com correntezas) e reduzida instabilidade hídrica. O barbo-comum tem preferência por troços mais profundos, com mais oxigénio e substrato fino. Os juvenis ocorrem em zonas com alguma profundidade, próximas da margem e sem corrente, evitando habitats com muita cobertura arbórea. Esta espécie é um nadador activo com grande capacidade de deslocação.
(30, 315, 179, 574, 147)
Habitat de reprodução
Na época de reprodução realiza migrações para montante surgindo em zonas de corrente rápida, e boa oxigenação, sobre fundos de areia ou cascalho. Altitude máxima 450m, em barragens zonas mais profundas
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Alimentação
O barbo-comum apresenta uma alimentação generalista e oportunista. Alimenta-se principalmente de material vegetal (plantas e algas filamentosas) e larvas de insectos aquáticos nomeadamente de dipteros (quironomídeos e simulídeos), efemerópteros (caenídeos), plecópteros, coleópteros, hemípteros, moluscos, ácaros e tricópteros (hidropsiquídeos). Ocosionalmente ingere areia, cladóceros, insectos terrestres (formicídeos) e sementes. Os peixes de maiores dimensões alimentam-se mais de material vegetal e ocasionalmente de outros peixes. Em barragem alimenta-se principalmente de larvas de dipteros, detritos e crustáceos planctónicos e algumas algas filamentosas.
(30, 624, 51, 364, 166, 623, 150, 415, 229, 147)
Curiosidades
As fêmeas escavam um sulco onde depositam os ovos. Ingerem areia o que ajuda à digestão dos alimentos. Realizam migrações pre-reprodutivas para zonas lóticas. Efectua pequenas migrações para cursos de água com o fundo de cascalho, com águas correntes e límpidas onde realiza a postura. A regularização dos rios atinge os jovens do ano, enfraquencendo a estrutura populacional.
Poluição; barragens; regularizações; extração de água e inertes; Vários tipos de poluição, extracção de inertes; passagens para peixes inadequadas; introdução de exóticas; aumento da turbidez (extracção de inertes); destruição das zonas de postura por extracção de inertes;
(248, 151, 200)
Medidas mitigadoras
Redução da poluição através do controlo das descargas efluentes e tratamento dos mesmos. Construção de passagem para peixes adequadas às espécies. Controlar as espécies exóticas.
(248, 200)