Endemismo Ibérico, Guadiana e Tejo (Barragem de Torrejón)
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Morfologia
Espécie de tamanho médio, com cabeça pequena convexa, boca inferior com 2 pares de barbilhos curtos. O lábio inferior apresenta um espessamento ósseo, os barbilhos atingem a linha média do olho. Os olhos não são tangentes ao perfil dorsal da cabeça. O perfil posterior da barbatana dorsal é concavo, sendo a inserção da barbatana perpendicular à linha do corpo.
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Coloração
Região dorsal verde escura com região ventral esbranquiçada. Os juvenis apresentam manchas escuras na parte dorsal que desaparecem nos adultos.
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É uma espécie bentónica (que vive nos fundos), sectores com maior profundidade, com corrente lenta a moderada e substrato com maior granulometria. A sua abundância está associada a rios de ordem elevada e baixa altitude, com declive suave, i.e. grandes tributários, e rios de tamanho médio. Os indivíduos de grandes dimensões em locais mais distantes da nascente, enquanto os indivíduos pequenos surgem em locais mais a montante, troços mais estreitos e baixa profundidade, pH baixo e com poucas fontes de poluição. O barbo-de-cabeça-pequena não ocorre em zonas lênticas, em rios de pequenas dimensões nem em rios com elevadas condutividades, sem macrófitas, preferindo condições lóticas com vegetação e sem substrato fino.
(52, 128, 115, 152, 376, 20, 44)
Habitat de reprodução
Ausente das zonas a montante; Adultos não reprodutores - Caudais de reduzida velocidade e habitats com substrato e cover diversificado. Adultos reprodutores - cascalheira com velocidade de corrente elevada e sem cover; Reproduze-se em zonas de cascalheira;
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Alimentação
O barbo-de-cabeça-pequena alimenta-se nos fundos principalmente de material vegetal, larvas de dípteros, tricópteros, himenópteros, molusca.
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Curiosidades
A ingestão de areia ajuda a digestão dos alimentos.
Perda de habitat devido à construção de barragens e consequente aumento da regularização. Extracção de água e de inertes, que aumentam a turbiez colmatando as zonas de postura desta espécie. Aumento da poluição. Ausência de passagens para peixes nas barragens. Introdução de espécies exóticas.
(248, 2)
Medidas mitigadoras
Extensão das reservas naturais e produção de legislação específica para a protecção das espécies. Reabilitação de habitats degradados, e protecção de zonas mais naturais de forma a não haver empreendimentos hidráulicos, re-habilitação de rios de forma a prevenir a grandes mortalidades. Produção de individuos em cativeiro, programa de transferências, reconecção de populações fragmentadas. Impedir a introdução de novas espécies exóticas; minimizar os efeitos extração de inertes; Regulamentação mais estrita da sua pesca e fiscalização mais intensa e eficaz.
(248, 2, 323, 79)