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Carta Piscícola Nacional

Barbus sclateri

Nome científico
(valido)

(outros)
Barbus sclateri   

Barbus bocagei sclateri
Família Cyprinidae
Autor, data Günther, 1868
Nomes comums Barbo-do-Sul, Barbo-do-Algarve, Barbo-gitano
Distribuição Global Endemismo Ibérico, Mira, bacias do Algarve, Guadiana e Sudoeste Espanhol       (28, 200)
Morfologia Espécie de tamanho médio, com boca inferior apresentando 2 pares de barbilhos longos que ultrapassam a linha posterior do olho. A boca tem lábios grossos e os olhos estão afastados do perfil da cabeça. O raio da barbatana dorsal apresenta ossificação entre 2/3 a 3/4 da altura. A margem posterior da barbatana dorsal é linear sendo a sua inserção obliqua ao corpo.       (28, 200)
Coloração Região dorsal castanho-esverdeado região ventral amarela com tons de vermelho. Manchas escuras nos juvenis que desaparecem nos adultos.       (28, 200)
Nativa Sim
Migrador anádromo Não
Migrador catádromo Não
Longevidade 11       (28, 13)
Tamanho máximo (cm) 46cm CT; fêmea 41.3 CT macho 29.7 CT             (28, 38, 334, 44)
Maturação sexual machos 70-90mm (2+ a 4+); Guadalquivir: 60-90mm (1+ a 2+)       (28, 38)
Maturação sexual fêmeas 110-160mm (6+ a 7+); Guadalquivir: 130mm (4+ a 5+)       (28, 38)
Época de reprodução Março-Julho; Guadalquivir: Abril a Junho;Abril-Junho; Temperatura e oxigénio dissolvido explicam o inicio da migração             (28, 38, 69, 13)
Nº médio de ovos por fêmea 13341*; Guadalquivir: 8290 (200mm), 1370 (130mm)          (28, 38, 13)
Habitat geral O barbo-do-Sul ocupa várias partes do rio, não ocorrendo em águas frias e rápidas, surgindo principalmente em pêgos. Esta espécie encontra-se associada a zonas mais oxigenadas e com presença de abrigos. Está associado a zonas com maior profundidade e substrato com maior granulometria, raramente ocorre no rio principal, surgindo nos tributários de dimensão média. Esta espécie encontra-se associado a elevadas condutividades na água, troços com vegetação aquática nas margens, elevada turbidez.                      (133, 115, 152, 141, 376, 329, 69)
Habitat de reprodução Águas livres com corrente, substrato cascalhento pouco profundo; Área vital é dependente da largura do rio, velocidade da corrente e transparencia da água;    (494)
Alimentação O barbo-do-Sul alimenta-se principalmente de macroinvertebrados aquáticos (larvas de dipteros, efemerópteros e tricópteros), plâncton, macrófitos, detritos de origem vegetal e areia.    (343)
Curiosidades Ingerem areia que os ajuda à digestão dos alimentos.          (548, 343, 38)
Interesse comercial e Usos reduzido    (28)
Tamanho mínimo de captura 20
Período de pesca 1 de Junho a 14 de Março
LV 2005 Em perigo
LV ES NT
CITES sem
IUCN LR-NT
Berna III
Directiva Habitats V
Justificação de regulamentação Populações em regressão    (79)
Factores de ameaça Construção de barragens que tem lecado à destruição de zonas de postura e perda de habitat. Aumento da regularização e extração de água durante o verão. A extração de inertes leva ao aumento da turbidez e consequente destruição das zonas de postura. Introdução de espécies exóticas e o aumento da poluição tem sido apontados como causas do declínio. Descarga de efluentes.             (248, 2, 200, 79)
Medidas mitigadoras Aumento das zonas de protecção, controlo da poluição. Rehabilitação de habitats degradados. Produção de legislação específica para a protecção das espécies. Produção de especimens para repovoamentos e reconecção de populações fragmentadas. Não dar concessão de rega em rios cujos niveis de água sejam reduzidos; Criação de reservas integrais para a protecção desta espécie.             (248, 2, 200, 79)
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Referências principais
Almaça, C. & P. Banarescu
(2003)
Barbus sclateri Günther, 1868 In P.M. Banarescu & G. Bogutskaya (eds.). The Freshwater Fishes of Europe, Wiebelsshein [Mais info]



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