Endemismo Ibérico, Mira, bacias do Algarve, Guadiana e Sudoeste Espanhol
(28, 200)
Morfologia
Espécie de tamanho médio, com boca inferior apresentando 2 pares de barbilhos longos que ultrapassam a linha posterior do olho. A boca tem lábios grossos e os olhos estão afastados do perfil da cabeça. O raio da barbatana dorsal apresenta ossificação entre 2/3 a 3/4 da altura. A margem posterior da barbatana dorsal é linear sendo a sua inserção obliqua ao corpo.
(28, 200)
Coloração
Região dorsal castanho-esverdeado região ventral amarela com tons de vermelho. Manchas escuras nos juvenis que desaparecem nos adultos.
(28, 200)
O barbo-do-Sul ocupa várias partes do rio, não ocorrendo em águas frias e rápidas, surgindo principalmente em pêgos. Esta espécie encontra-se associada a zonas mais oxigenadas e com presença de abrigos. Está associado a zonas com maior profundidade e substrato com maior granulometria, raramente ocorre no rio principal, surgindo nos tributários de dimensão média. Esta espécie encontra-se associado a elevadas condutividades na água, troços com vegetação aquática nas margens, elevada turbidez.
(133, 115, 152, 141, 376, 329, 69)
Habitat de reprodução
Águas livres com corrente, substrato cascalhento pouco profundo; Área vital é dependente da largura do rio, velocidade da corrente e transparencia da água;
(494)
Alimentação
O barbo-do-Sul alimenta-se principalmente de macroinvertebrados aquáticos (larvas de dipteros, efemerópteros e tricópteros), plâncton, macrófitos, detritos de origem vegetal e areia.
(343)
Curiosidades
Ingerem areia que os ajuda à digestão dos alimentos.
(548, 343, 38)
Construção de barragens que tem lecado à destruição de zonas de postura e perda de habitat. Aumento da regularização e extração de água durante o verão. A extração de inertes leva ao aumento da turbidez e consequente destruição das zonas de postura. Introdução de espécies exóticas e o aumento da poluição tem sido apontados como causas do declínio. Descarga de efluentes.
(248, 2, 200, 79)
Medidas mitigadoras
Aumento das zonas de protecção, controlo da poluição. Rehabilitação de habitats degradados. Produção de legislação específica para a protecção das espécies. Produção de especimens para repovoamentos e reconecção de populações fragmentadas. Não dar concessão de rega em rios cujos niveis de água sejam reduzidos; Criação de reservas integrais para a protecção desta espécie.
(248, 2, 200, 79)