Endémica Ibérico, Douro, Lima; Região nordoeste da Peninsula Ibérica, entre o rio Eo e o Douro.
(138, 96, 202)
Morfologia
Espécie de tamanho médio, com corpo alongado e esguio. A barbatana dorsal é pequena com perfil concavo. A barbatana anal tem 8 raios ramificados e perfil concavo. A boca é inferior sendo a sua abertura rectilínea, o lábio inferior grosso com lâmina córnea desenvolvida. Barbatana caudal pronunciadamente forqueada.
(340, 138, 335)
Coloração
Corpo pigmentado com pequenas manchas negras e muito evidentes
A boga vive nos troços médios dos rios nas zonas com corrente mas também prolifera nas águas das barragens. Esta espécie ocorre em habitats de maiores profundidades, maiores velocidades de corrente excepto no Verão,onde ocorre em zonas de menores profundidade e com pouca corrente. Os juvenis preferem zonas com substrato fino (areia e vasa) e baixas velocidades de corrente enquanto que o adultos ocorrem em zonas mais profundas e sem abrigo.
(32, 199)
Habitat de reprodução
Peixe gregário especialmente na migração pré-reprodutora para montante
Alimentação
Pouco se sabe da alimentação desta espécie mas alguns autores afirmam que se alimenta de algas, vegetação, invertebrados e detritos.
(444)
Curiosidades
Durante a reprodução, os machos desenvolvem numerosos tuberculos nupciais muito pequenos por todos o corpo. Esta espécie é conhecida por ter comportamentos agressivos.
(203)
Tamanho mínimo de captura
10
Período de pesca
1 de Junho a 14 de Março
LV 2005
Sem estatuto de conservação definido
LV ES
NT
CITES
sem
IUCN
sem
Berna
III
Directiva Habitats
II
Factores de ameaça
Perda de habitat devido à construção de infraestruturas hidráulicas. Aumento da poluição industrial, urbana e agrícola. Introdução de espécies exóticas e piscívoras. Destruiçao habitat devido à extracção de inertes e de água. A extracção de inertes leva à destruição das zonas de habitat quer pela colmatação quer pela destruição fisica destas zonas. Inexistência de passagens adequadas para peixes nas barragens.
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Medidas mitigadoras
Controlo e tratamento de efluentes. Corrigir os impactos derivados das obras hidráulicas, nomeadamente pela construção de passagem para peixes. Não dar concessões de rega quando o nível da água nos rios é muito baixo. Aumentar o controlo sobre as espécies exóticas.
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