Endémica da região central da Peninsula Ibérica; Vouga, Mondego, Alcoa, Tejo e Sado.
(248, 96, 138, 202)
Morfologia
A boga é uma espécie de tamanho médio, com corpo alongado e boca inferior. A boca é rectilínea sendo o lábio inferior grosso formando uma lâmina córnea bem desenvolvida. A barbatana dorsal é pequena. A barbatana anal tem 9 raios ramificados.
(340, 138)
Coloração
Dorso e flanco são verde-escuro e o ventre é branco-prateado.
A boga-de-boca-recta ocupa os troços médios dos tributários de maiores ordens e no rio principal, surgindo em zonas com corrente mas também em barragens. Este uma associação entre a boga e zonas com elevada cobertura ripária.
(32, 110)
Habitat de reprodução
Fêmeas fazem a postura em areia e gravilha. Peixe gregário especialmente na migração pré-reprodutora para montante
Alimentação
Aparentemente esta espécie alimenta-se quase exclusivamente algas e detritos. Ocasionalmente ingere cladóceros, copépodes, quironomídeos, efemelídeos, hidropsiquídeos, baetídeos e ermicídeos. Em barragens alimenta-se de detritos;
(623, 491, 229)
Curiosidades
Os machos com pequenos e numerosos tubérculos nupciais espalhados pelo corpo todo durante a época de reprodução. São agressivos para os membros da mesma espécie. Realiza migrações de grandes distâncias durante o período reprodutor para realizar a postura.
(491, 203)
Destruição das zonas de postura por extracção de inertes e a construção de infraestruturas hidráulicas tem levado à redução do habitat. Aumento da poluição industrial, urbana e agrícola. Extracção de água no periodo estival. Introdução de exóticas tem diminuído o efectivo desta espécie.
(200, 248)
Medidas mitigadoras
Controlo e tratamento de efluentes de forma a reduzir a poluição. Corrigir os impactos derivados das obras hidráulicas. Não licenciar concessões de rega quando o nivel das águas fôr muito baixo. Aumentar o controlo das espécies exóticas.
(200, 248)