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Carta Piscícola Nacional

Chondrostoma polylepis

Nome científico
Chondrostoma polylepis   

Família Cyprinidae
Autor, data Steindachner, 1864
Nomes comums Boga-de-boca-recta
Distribuição Global Endémica da região central da Peninsula Ibérica; Vouga, Mondego, Alcoa, Tejo e Sado.             (248, 96, 138, 202)
Morfologia A boga é uma espécie de tamanho médio, com corpo alongado e boca inferior. A boca é rectilínea sendo o lábio inferior grosso formando uma lâmina córnea bem desenvolvida. A barbatana dorsal é pequena. A barbatana anal tem 9 raios ramificados.       (340, 138)
Coloração Dorso e flanco são verde-escuro e o ventre é branco-prateado.
Nativa Sim
Migrador anádromo Não
Migrador catádromo Não
Longevidade 10 (fêmeas) 8 (machos)          (54, 107, 35)
Tamanho máximo (cm) 33             (96, 54, 35, 593)
Maturação sexual machos 3+ e 4+; Tejo: 3+    (491)
Maturação sexual fêmeas 3+ e 4+; Tejo: 3+    (491)
Época de reprodução Março-Junho; Tejo: Maio a inicio de Julho    (491)
Nº médio de ovos por fêmea 1000-8000; 4000-5000 (200 mm)    (491)
Habitat geral A boga-de-boca-recta ocupa os troços médios dos tributários de maiores ordens e no rio principal, surgindo em zonas com corrente mas também em barragens. Este uma associação entre a boga e zonas com elevada cobertura ripária.       (32, 110)
Habitat de reprodução Fêmeas fazem a postura em areia e gravilha. Peixe gregário especialmente na migração pré-reprodutora para montante
Alimentação Aparentemente esta espécie alimenta-se quase exclusivamente algas e detritos. Ocasionalmente ingere cladóceros, copépodes, quironomídeos, efemelídeos, hidropsiquídeos, baetídeos e ermicídeos. Em barragens alimenta-se de detritos;          (623, 491, 229)
Curiosidades Os machos com pequenos e numerosos tubérculos nupciais espalhados pelo corpo todo durante a época de reprodução. São agressivos para os membros da mesma espécie. Realiza migrações de grandes distâncias durante o período reprodutor para realizar a postura.       (491, 203)
Tamanho mínimo de captura 21.5    (491)
Período de pesca 1 de Junho a 14 de Março
LV 2005 Sem estatuto de conservação definido
LV ES NT
CITES sem
IUCN sem
Berna III
Directiva Habitats II
Justificação de regulamentação Sugere-se aumentar para 21.5cm
Factores de ameaça Destruição das zonas de postura por extracção de inertes e a construção de infraestruturas hidráulicas tem levado à redução do habitat. Aumento da poluição industrial, urbana e agrícola. Extracção de água no periodo estival. Introdução de exóticas tem diminuído o efectivo desta espécie.       (200, 248)
Medidas mitigadoras Controlo e tratamento de efluentes de forma a reduzir a poluição. Corrigir os impactos derivados das obras hidráulicas. Não licenciar concessões de rega quando o nivel das águas fôr muito baixo. Aumentar o controlo das espécies exóticas.       (200, 248)
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Referências principais
Doadrio, I.
(2001)
Atlas y Libro Rojo de los Peces Continentales de España [Mais info]



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