Endémica da região sul da Peninsula Ibérica; Entre o rio Guadiana ao rio Guadalhorce;
(248, 39, 138, 202)
Morfologia
Espécie de tamanho médio com corpo alongado apresentando uma boca rectilínea e inferior com lábio inferior grosso formando uma lâmina córnea. A barbatana dorsal é pequena.
(340, 138)
Guadalquivir: Fim de Março a Fim de Abril/Maio; Guadiana: Fevereiro e Março; Janeiro a Março
(73, 616, 69)
Nº médio de ovos por fêmea
Guadalquivir:5736 (140mm CF); Guadiana: 35000 ovos/ Kg
(73, 616)
Habitat geral
A boga-do-Guadiana ocorre em rios de grandes dimensões, com elevado estrato arbóreo, com elevada insolação, principalmente em zonas lênticas. Realiza a postura em zonas com forte corrente, surgindo frequentemente em cardumes de grande número. A boga-do-Guadiana ocorre frequentemente em barragens. Os juvenis estão associados a habitats com pouca profundidade, cobertura de vegetação aquática, com corrente fraca a moderada e com substrato de granulometria fina. Adultos ocorrem em habitats com maior profundidade e substrato de maior granulometria. Esta espécie surge dissociada de fontes de poluição.
(52, 360, 128, 115, 152, 44)
Habitat de reprodução
Adultos não reprodutores - Caudais de reduzida velocidade e habitats com substrato e cover diversificado. Adultos reprodutores - cascalheira com velocidade de corrente mais reduzida e sem cover. Peixe gregário especialmente na migração pré-reprodutora para montante. Temperatura e oxigénio dissolvido explicam o inicio da migração. ; Reproduze-se em zonas de cascalheira; Área vital é dependente da largura do rio, velocidade da corrente e transparencia da água;
(616, 494, 69)
Alimentação
A boga-do-Guadiana é considerada detritívora bentónica alimentando-se de algas (perifiton), fanerogâmicas, sementes, detritos e macroinvertebrados (cladóceros, quironomídeos).
(39, 343, 5)
Curiosidades
Durante a reprodução, os machos desenvolvem numerosos tuberculos nupciais muito pequenos por todos o corpo.
(343)
Destruição das zonas de postura por extracção de inertes que leva quer à colmatação destas zonas quer à dua alteração. A construção de infraestruturas hidráulicas tem levado à redução do habitat. Aumento da poluição industrial, urbana e agrícola. Extracção de água no periodo estival. Introdução de exóticas tem diminuído o efectivo desta espécie.
(200, 248, 2, 79)
Medidas mitigadoras
Protecção do habitat, regulamentação e fiscalização mais rigorosa da pesca, sobretudo na época de reprodução. Criação ou extensão das reservas naturais. Controlo e tratamento de efluentes de forma a reduzir a poluição. Corrigir os impactos derivados das obras hidráulicas. Reabilitação dos habitats degradados. Não licenciar concessões de rega quando o nivel das águas fôr muito baixo. Aumentar o controlo das espécies exóticas. Produção de exemplares em cativeiro para repovoamentos.
(200, 248, 2, 79)