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Carta Piscícola Nacional

Lepomis gibbosus

Nome científico
Lepomis gibbosus   

Família Centrarchidae
Autor, data (Linnaeus, 1758)
Nomes comums Perca-Sol, Peixe-sol
Distribuição Global Noroeste da América do Norte, no entanto foi introduzida na Europa, África e América.
Morfologia Peixe de pequeno tamanho que não ultrapassa os 25 cm, corpo alto com cor muito vistosa. A barbatana dorsal tem uma ligeira depressão, sem constituída por uma primeira parte de raios ossificados e uma segunda com raios ramificados. O maxilar não alcança o bordo posterior do olho.
Coloração Bandas azuladas que irradiam da cabeça até aos flancos. Mancha negra e vermelha na parte posterior do opérculo. Ventre amarelado.
Nativa Não
Migrador anádromo Não
Migrador catádromo Não
Longevidade 9                (32, 34, 72, 206, 71)
Tamanho máximo (cm) 15 CT                (32, 72, 206, 44, 71)
Maturação sexual machos Guadalquivir: 41mm CF (1+); Guadiana: 65mm       (347, 72)
Maturação sexual fêmeas Guadalquivir: 62mm CF (1+); Guadiana: 75mm       (347, 72)
Época de reprodução Abril a Julho/Agosto; Guadiana: Maio até Agosto; Março a Agosto          (347, 616, 72)
Nº médio de ovos por fêmea Guadalquivir: 3130 (100mm CF)    (72)
Habitat geral A perca-sol ocorre nas zonas lênticas nomeadamente lagoas e troços de rios com escassa profundidade de corrente lenta e densa vegetação. Esta espécie suporta a falta de oxigénio e altas temperaturas.                      (32, 110, 52, 347, 21, 44, 71)
Habitat de reprodução Ninhos em fundos de areia e gravilha; Os machos vigiam a postura e os alevins. Constroem um ninho que consite numa depressão escavada no fundo pelo macho; Nos rios os machos nidificam junto a vegetação de macrófitas aquáticas submersas, enquanto nas barragens são em zonas descobertas menos profundas com declive suave, com areia e cascalho fino e médio.    (347)
Alimentação A perca-sol alimenta-se de insectos (espécie insectívora). Consome preferencialmente larvas de quironomídeos, hemípteros, tricópteros, efemerópteros, odonatos, corixídeos, copépodes, ostrácodes, ovos de peixe e material vegetal. Os indivíduos de maiores dimensões alimentam-se de Atyaephyra desmaresti e caracóis, enquanto os indivíduos de menores tamanhos consomem microcrustáceos, especialmente cladóceros.                   (347, 21, 390, 206, 625, 71)
Curiosidades Espécie introduzida na Europa nos últimos 25 anos do século XIX para aquariofilia. Em alguns países é considerada uma praga provocando reduções nas populações das espécies nativas. Foi detectada em pela primeira vez em Portugal em 1970 no Guadiana, Tejo e Sado. Os jovens do ano das primeiras posturas já se encontram maturos em Agosto/Outubro. Os machos nidificam em colónias. A forma do corpo destes peixes varia de acordo com o habitat e a dieta que utilizam: os que usam a zona mais próxima das margens têm um corpo mais alto do que os que vivem mais longe das margens.          (139, 687, 347)
Tamanho mínimo de captura 0
Período de pesca Todo o ano
LV 2005 Sem estatuto de conservação definido
LV ES NT
CITES sem
IUCN sem
Berna sem
Medidas mitigadoras Esta espécie constitui um dos mais sérios problemas para a conservação dos peixes nativos. Controle dos efectivos em albufeiras.    (200)
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Referências principais
Doadrio, I.
(2001)
Atlas y Libro Rojo de los Peces Continentales de España [Mais info]



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