Originária dos Estados Unidos da America do Norte. Foi introduzido em mais de 50 paises e em todos os continentes; Em Portugal está presente em praticamente todas as albufeiras do Sul, muitas do centro e algumas do Norte.
(200)
Morfologia
Peixe de tamanho médio, com corpo alto, com boca de grandes dimensões protráctil com dentes nas mandíbulas. A barbatana dorsal com uma depressão dividindo-a em duas. O maxilar ultrapassa o bordo posterior do olho.
(200)
Coloração
Bandas escuras mais ou menos evidentes nos flancos. Corpo verde azeitona, os jovens com manchas no corpo.
(200)
Anterior a Maio. Março a Julho; Março a Maio
(616)
Nº médio de ovos por fêmea
10000-11000
Habitat geral
Peixe sedentário que prefere águas quentes, limpídas, com vegetação abundante e escassa corrente. Nos rios coloniza tipicamente as zonas média e terminal, i.e. a maiores distâncias das nascentes. Os juvenis ocorrem em zonas menos profundas enquanto os adultos em maiores profundas.
(81, 32)
Habitat de reprodução
Necessita de 15,5ºC para desencadear a reprodução. Zonas pouco profundas ricas em vegetação com fundo arenoso ou de gravilha; Os machos escavam um pequeno ninho que defendem até ao fim da eclosão.
(81)
Alimentação
A achigã é uma espécie predadora que se alimenta predominantemente de peixe e lagostim-de-água-doce à medida que cresce. Consome larvas de insectos aquáticos, lagostim-de-água-doce, anfibios, peixes e ocasionalmente de micromamíferos e répteis. Os indivíduos com menos de 10cm comem efemerópteros, rotíferos, cladóceros e copépodes, enquanto que os peixes entre 10 e 20cm, ingerem ninfas de odonata, peixe. Os peixes maiores que 20 cm alimentam-se de ninfas de odonata, peixe e lagostim. No rio Guadiana alimenta-se de lagostim-de-água-doce, cladóceros, perca-sol, dipteros, efémeropteros, caboz-de-água-doce, coleópteros, aracnídeos, dermápteros, cladóceros e hemípteros. Não se alimenta no período reprodutor nem quando a água está a baixo dos 5ºC ou acima dos 37ºC.
(81, 32, 58, 231, 74, 625)
Curiosidades
Em Portugal o achigã foi inicialment introduzido nos Açores, em1898, a partir de um stock de origem americana. Em 1952, foi introduzido no continente, com a finalidade de dinamizar a pesca desportiva no sul e limitar as populações de gambusia, e posteriormente em Espanha (1955-1956). Posturas num ninho feito pelo macho onde a fêmea deposita os ovos e o macho proteje a postura, oxigenando frequentemente os ovos com movimentos ritmicos dos opérculos.
(81, 548, 139)
Interesse comercial e Usos
Elevado interesse gastronómico atingindo 5 a 8 euros por kilo. Apresenta um elevado interesse na pesca desportiva.
(81, 32, 548, 605, 62)
Tamanho mínimo de captura
20
Período de pesca
1 de Junho a 14 de Março
LV 2005
Sem estatuto de conservação definido
LV ES
sem
CITES
sem
IUCN
sem
Berna
sem
Medidas mitigadoras
Esta espécie levou à redução das populações autóctones de ciprinideos; Repovoamento com achigãs de cultura, uso de isco artificial, catch and release, reajustamento do tamanho minimo de captura têm sido utilizados como medidas de manutenção das populações.
Etologia trófica e crescimento de Micropterus salmoides (Lacépède) nas albufeiras de Pêgo do Altar, Santa Clara, Magos e Vale Cobrão. Universidade Técnica de Lisboa, Instituto Superior de Agronomia