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Carta Piscícola Nacional

Salaria fluviatilis

Nome científico
(valido)

(outros)
Salaria fluviatilis   

Blennius cognota
Blennius fluviatilis
Família Blenniidae
Autor, data (Asso, 1801)
Nomes comums Caboz-de-água-doce, Peixe-rei
Distribuição Global Distribuição Circum-Mediterrânica.    (200)
Morfologia Peixe de pequeno tamanho com corpo sem escamas ou muito pequenas. Por cima do olho tem um pequeno tentáculo filiforme. Boca terminaal proeminete, sem barbilhos e com barbatana dorsal e anal muito compridas. Os machos com uma crista cefálica muito desenvolvida durante o período de reprodução.    (200)
Coloração Variável, com tendência para apresentar bandas transversais escuras.    (200)
Nativa Sim
Migrador anádromo Não
Migrador catádromo Não
Longevidade
Tamanho máximo (cm) 15 CT       (548, 44)
Época de reprodução Abril-Julho
Nº médio de ovos por fêmea 300-800
Habitat geral É uma espécie que vive no fundo dos rios (bentónico), surgindo principalmente em rios de grandes dimensões. Habita em zonas profundas com velocidade da corrente elevada, com cascalho grosso e blocos. Também pode ocorrer em águas quietas e turvas desde que disponha de pedras onde possa realizar a postura. O caboz-de-água-doce encontra-se associado a locais com maiores velocidades de corrente e com pouca profundidade e maiores condutividades.             (115, 98, 152, 57)
Habitat de reprodução Realiza a postura em pedras    (219)
Alimentação O caboz-de-água-doce é um predador bentónico de insectos aquáticos, capaz de capturar juvenis de peixes. Consome larvas de efemerópteros e de dipteros (quironomídeos), ocasionalmente ingere material vegetal.    (60)
Curiosidades Os machos defendem os ninhos, limpam os ninhos, e ventilam a postura com as barbatanas peitorais e dorsal. Devido aos cuidados parentais as oportunidades de alimentação dos machos durante a época de reprodução podem ser tão escassas que por vezes alimentam das posturas. As fêmeas mais velhas realizam a postura na Primavera, enquanto as fêmeas mais jovens fazem a postura no Verão.    (219)
Tamanho mínimo de captura 0
Período de pesca Todo o ano
LV 2005 Em perigo    (653)
LV ES E
CITES sem
IUCN sem
Berna III
Directiva Habitats II
Justificação de regulamentação Declínio na distribuição e abundância
Factores de ameaça A diminuição da qualidade da água causada pela poluição orgânica de origem urbana, perda de locais de postura causado pela extração de inertes. Diminuição do habitat devido ao aumento da extração de água durante o Verão. A introdução de exóticas é considerada uma ameaça ao caboz-de-água-doce.          (248, 2, 57)
Medidas mitigadoras Protecção estrita do habitat e criação de zonas de abrigo de forma a evitar futuros empreendimentos hidráulicos em zonas prioritárias. Minimização dos impactos ambientais da extração de inertes. Melhorar o tratamento dos afluentes urbanos de forma a reduzir a poluição. Criação da espécie em cativeiro. Re-habilitação de rios de forma a prevenir a grandes mortalidades.             (248, 2, 323, 79)
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Referências principais
Doadrio, I.
(2001)
Atlas y Libro Rojo de los Peces Continentales de España [Mais info]



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