Endémica da Peninsula Ibérica; presente em quase todos as bacias do Sul de Portugal e Espanha.
(14, 248)
Morfologia
Espécie de tamanho médio, de corpo alongado com cabeça grande e boca terminal. A base das escamas está geralmente pintada de negro.
O perfil da cabeça é pontiagudo. A barbatana dorsal tem 8 raios ramificados. O terceiro osso sub-orbital é largo.
(14)
O escalo-do-sul é uma espécie ubíqua que está presente em rios até ordem 5, surgindo principalmente em zonas de montante (locais com maior altitude). Prefere locais dos rios com cobertura vegetal (arbustiva, arbórea e vegetação aquática), baixa velocidade de corrente. O escalo-do-Sul encontra-se associado a habitats com pouca profundidade, cobertura de vegetação aquática, com corrente fraca a moderada e com substrato de granulometria fina. No rio Sorraia os adultos do Escalo encontram-se no rio principal e os juvenis nos tributários mais pequenos.
(14, 32, 128, 115, 152, 11, 65)
Habitat de reprodução
Zonas com abrigos (cover) e elevados valores de oxigénio; no sorraia adultos no rio principal e juvenis nos tributários mais pequenos; Poe os ovos sobre fundos de gravilha e Pedra; Área vital é dependente da largura do rio, velocidade da corrente e transparencia da água;
(494, 241)
Alimentação
O escalo-do-Sul é uma espécie insectívora no entanto alimenta-se de outras presas para além de insectos, nomeadamente moluscos, peixes, crustáceos, anfíbios, matéria vegetal e ácaros. Entre os insectos prefere larvas de efemerópteros (caenídeos) e dípteros (quironomídeos, simulídeos), coleópteros adultos, formicídeos, larvas de tricópteros (hidropsiquídeos).
(14, 343, 229, 11, 164, 179)
Curiosidades
Maior fecundidade em zonas com condições ambientais mais favoráveis.Durante a reprodução os peixes controem clareiras no fundo formando ninhos.
(343, 8)
Introdução de exóticas piscívoras e construção de infraestruturas hidráulicas. Aumento da poluição industrial, urbana e agrícola. Extracção de água provoca a destruição das zonas de postura. Inexistência de passagem para peixes adequadas.
(14, 248, 200)
Medidas mitigadoras
Controlo e tratamento de efluentes. Não dar concessões de rega quando o nível das águas fôr muito baixo. Corrigir o impacto das extracções de inertes. Aumento do controlo das espécies exóticas. Controlar a evolução das populações desta espécie.
(14, 248, 200)
Aspectos da bio-ecologia das populações de Leuciscus pyrenaicus Günther, 1868 (Pisces, Cyprinidae) na bacia hidrográfica do rio Tejo. Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa