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Carta Piscícola Nacional

Squalius pyrenaicus

Nome científico
(valido)

(outros)
Squalius pyrenaicus   

Leuciscus cephalus
Leuciscus pyrenaicus
Squalius cavedanus
Família Cyprinidae
Autor, data (Günther, 1868)
Nomes comums Escalo-do-Sul
Distribuição Global Endémica da Peninsula Ibérica; presente em quase todos as bacias do Sul de Portugal e Espanha.       (14, 248)
Morfologia Espécie de tamanho médio, de corpo alongado com cabeça grande e boca terminal. A base das escamas está geralmente pintada de negro. O perfil da cabeça é pontiagudo. A barbatana dorsal tem 8 raios ramificados. O terceiro osso sub-orbital é largo.    (14)
Coloração Não existe informação.    (14)
Nativa Sim
Migrador anádromo Não
Migrador catádromo Não
Longevidade 7             (14, 12, 127, 13)
Tamanho máximo (cm) 18.1 CT (fêmeas: 7+); 14.9 (machos: 5+)             (14, 12, 127, 44)
Maturação sexual machos 7.3 (2+)             (14, 12, 8, 13)
Maturação sexual fêmeas 10 (3+)             (14, 12, 8, 13)
Época de reprodução Guadiana: Abril-Julho; Guadalquivir: Abril-Julho(femeas >101mm); Maio-Junho (femeas<100mm); Tejo: Maio a Junho (Sorraia)          (14, 12, 8)
Nº médio de ovos por fêmea 487-986 (120mm); Guadalquivir: 1572 (110mm). 2500-6500 (Sorraia)             (14, 12, 8, 13)
Habitat geral O escalo-do-sul é uma espécie ubíqua que está presente em rios até ordem 5, surgindo principalmente em zonas de montante (locais com maior altitude). Prefere locais dos rios com cobertura vegetal (arbustiva, arbórea e vegetação aquática), baixa velocidade de corrente. O escalo-do-Sul encontra-se associado a habitats com pouca profundidade, cobertura de vegetação aquática, com corrente fraca a moderada e com substrato de granulometria fina. No rio Sorraia os adultos do Escalo encontram-se no rio principal e os juvenis nos tributários mais pequenos.                      (14, 32, 128, 115, 152, 11, 65)
Habitat de reprodução Zonas com abrigos (cover) e elevados valores de oxigénio; no sorraia adultos no rio principal e juvenis nos tributários mais pequenos; Poe os ovos sobre fundos de gravilha e Pedra; Área vital é dependente da largura do rio, velocidade da corrente e transparencia da água;       (494, 241)
Alimentação O escalo-do-Sul é uma espécie insectívora no entanto alimenta-se de outras presas para além de insectos, nomeadamente moluscos, peixes, crustáceos, anfíbios, matéria vegetal e ácaros. Entre os insectos prefere larvas de efemerópteros (caenídeos) e dípteros (quironomídeos, simulídeos), coleópteros adultos, formicídeos, larvas de tricópteros (hidropsiquídeos).                   (14, 343, 229, 11, 164, 179)
Curiosidades Maior fecundidade em zonas com condições ambientais mais favoráveis.Durante a reprodução os peixes controem clareiras no fundo formando ninhos.       (343, 8)
Tamanho mínimo de captura 10
Período de pesca Todo o ano
LV 2005 Em perigo    (653)
LV ES VU
CITES sem
IUCN sem
Berna III
Directiva Habitats sem
Factores de ameaça Introdução de exóticas piscívoras e construção de infraestruturas hidráulicas. Aumento da poluição industrial, urbana e agrícola. Extracção de água provoca a destruição das zonas de postura. Inexistência de passagem para peixes adequadas.          (14, 248, 200)
Medidas mitigadoras Controlo e tratamento de efluentes. Não dar concessões de rega quando o nível das águas fôr muito baixo. Corrigir o impacto das extracções de inertes. Aumento do controlo das espécies exóticas. Controlar a evolução das populações desta espécie.          (14, 248, 200)
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Referências principais
Rodrigues, J.A.
(1999)
Aspectos da bio-ecologia das populações de Leuciscus pyrenaicus Günther, 1868 (Pisces, Cyprinidae) na bacia hidrográfica do rio Tejo. Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa [Mais info]



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