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Carta Piscícola Nacional

Salmo salar

Nome científico
Salmo salar   

Família Salmonidae
Autor, data Linnaeus, 1758
Nomes comums Salmão
Distribuição Global Atlântico Norte, desde a Gronelândia, Islândia e Mar Branco até ao Minho; Na América está presente desde a região de Ungava (Norte do Quebec) até Conneticut    (200)
Morfologia Espécie de grande tamanho, com duas barbatanas dorsais sendo a primeira espinhosa e a segunda adiposa. As escamas são relativamente pequenas. O maxilar é pequeno atingindo a metade posterior do olho. Os machos velhos podem apresentar as mandíbulas curvas.    (200)
Coloração Os alevins são pardos e possuem manchas vermelhas. Os adultos são prateados, com o dorso azul-esverdeado. Durante a migração reprodutora os adultos prateados apresentam pontuações escuras nos flancos.    (200)
Nativa Sim
Migrador anádromo Sim
Migrador catádromo Não
Longevidade 13
Tamanho máximo (cm) 150 CT
Maturação sexual machos 4 a 5 anos
Maturação sexual fêmeas 4 a 5 anos
Época de reprodução Migração reprodutora durante todo o ano (Minho e Lima). Entram no rio entre Outubro a Agosto.    (200)
Habitat geral O salmão nascem nos rios e após um período de crescimento deslocam-se para o mar onde permanecem durante dois a três anos.    (548)
Habitat de reprodução Sobe os rios para realizar a reprodução em águas frias e oxigenadas. As fêmeas escavam ninhos em leitos de cascalho ou areia.    (548)
Alimentação Os juvenis de salmão consomem de macroinvertebrados aquáticos, crustáceos, insectos aquáticos. Os adultos no mar ingerem sobre tudo zooplâncton e durante migração reprodutora não se alimentam.    (200)
Curiosidades Os jovens permanecem em águas doces entre 2 a 3 anos e voltam ao rio passados 2 anos. Tentaram introduzir a espécie no rio Minho, Lima e Cávado em 1908.       (155, 156)
Interesse comercial e Usos Elevado. Espécie cultivada no Rio Minho.
Tamanho mínimo de captura 55
Período de pesca 1 de Março a 31 de Julho
LV 2005 Criticamente em perigo
LV ES V
CITES sem
IUCN sem
Berna III
Directiva Habitats II e V
Justificação de regulamentação Populações em regressão acentuada    (79)
Factores de ameaça Sobrepesca quer no mar quer nos rios. Destruição do habitat e das áreas de reprodução. As obras hidráulicas, como açudes e barragens, criam obstáculos que impedem ao acesso às zonas de postura. A extração de inertes e a captação de água tem reduzido o habitat do salmão. A regularização do caudal tem diminuído os caudais reduzindo a possibilidades do salmão chegar às zonas de postura. A introdução de indivíduos de outras populações aumenta o risco de contágio de doenças e de introgressão genética. Aumento da poluição.          (172, 439, 79)
Medidas mitigadoras Diminuição da poluição. A construção e modificação das escadas salmonícolas existentes e a manutenção de um caudal mínimo poderá beneficiar o salmão. Gestão dos caudais nas bacias regularizadas de forma a minimizar os efeitos negativos da regularização. Proibição de extração de inertes em locais de postura de forma a minimizar os impactes desta actividade. Proibição da comercialização dos salmões. Inclusão de algumas zonas de ocorrência na Rede NATURA 2000. As épocas de defeso, artes de pesca e zonas de criação devem ser regulamentadas e fiscalizadas efectivamente. Criação de zonas de pesca profissional de forma a ordenar esta actividade. Manter desobstruído o troço internacional do rio Minho até à barragem de Frieiras. Criar dispositivos de passagem para peixes nos açudes do rio Cávado.                (375, 139, 378, 377, 79)
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Referências principais
Doadrio, I.
(2001)
Atlas y Libro Rojo de los Peces Continentales de España [Mais info]



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