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Carta Piscícola Nacional

Salmo trutta

Nome científico
(valido)

(outros)
Salmo trutta      

Salmo lacustris
Salmo trutta fario
Família Salmonidae
Autor, data Linnaeus, 1758
Nomes comums Truta-marisca, Truta-fário, Truta-de-rio
Distribuição Global Ampla distribuição Paleártica. Introduzido na América e Austrália.    (200)
Morfologia Espécie de tamanho médio com duas barbatanas dorsais sendo a primeira espinhosa e a segunda adiposa. As escamas relativamente pequenas. Boca maior do que a do Salmão estendendo-se para lá do bordo posterior da orbita.    (200)
Coloração Dorso em geral pardo-esverdeado, flancos esverdeados ou amarelados e ventre amarelado ou branco. A barbatana caudal nunca é completamente pintalgada de manchas negras. As manchas dos flancos podem ser avermelhadas ou negras, estando as primeiras rodeadas de um circulo colorido.    (200)
Nativa Sim
Migrador anádromo Sim
Migrador catádromo Não
Longevidade 15          (117, 145, 91)
Tamanho máximo (cm) 100 CT    (117)
Maturação sexual machos 25 CS (2+); Lima (1+)       (117, 427)
Maturação sexual fêmeas 25 CS (2+); Lima (2+)       (117, 427)
Época de reprodução Novembro a Janeiro (Espanha); Primavera a Outono. Lima: Novembro a Fevereiro, postura em Janeiro;       (117, 278)
Nº médio de ovos por fêmea 870 (270 mm)    (117)
Habitat geral A truta surge em rios com águas frias e oxigenadas, preferindo locais com elevadas velocidades de corrente, normalmente evita locais pouco profundos. Ocorre em locais com substrato com granulometria superior a 7,5 cm para abrigo e seleciona zonas com vegetação ripícola saliente e raízes. As trutas com menos de 10 cm ocupam águas menos profundas com correntes fortes (riffles). A truta vive em rios geralmente com boa qualidade da água.                (32, 210, 579, 433, 91)
Habitat de reprodução Locais com vegetação e abrigos e macroinvertebrados. Boa qualidade da água. Indice biotico superior a 8. Posturas em gravilha com águas entre os 5 e 10ºC. A reprodução inicia-se quando a tempreatura varia entre 9 e 13ºC e o caudal é superior a 1,10 m cúbicos por segundo. Os locais de desova são pequenas áreas isoladas com pequenas porções de substrato adequado que formam um mosaico com outros tipos de substrato.    (278)
Alimentação A truta apresenta uma alimentação generalista, ingerindo as presas que descem o rio (deriva). Esta espécie ingere larvas de dípteros e de plecópteros sendo um predador selectivo que aumenta a sua selectividade com o tamanho-idade. Os juvenis de truta (0+ e 1+ de idade) consomem tricópteros, efémerópteros, dípteros, coleópteros e raramente alguns invertebrados terrestres e peixes, enquanto as trutas adultas comem peixes (Barbos, Bogas, outras trutas) e anfíbios.                (388, 145, 210, 165, 118)
Curiosidades Niveis de introgressão baixos ou não existentes entre espécies cultivadas e selvagens. A população do Parque Nacional da Peneda Gerês apresenta um património genético único a nivel nacional. Tem sido introduzida desde o inicio do século XX. Esta espécie tem sido introduzida em muitos rios de Portugal, nomeadamente nos rios Coura, Âncora, Lima, Vez, Cávado, Homem, Ave, Ferreira, Sousa, Leça, Caima e Paiva. Não existe uma competição evidente pelo uso do habitat entre as trutas nativas e as de cativeiro.          (139, 212, 433)
Interesse comercial e Usos Espécie com elevado interesse comercial, na pesca desportiva e gastronómico.       (32, 45)
Tamanho mínimo de captura 19    (177)
Período de pesca 1 de Março a 31 de Julho
LV 2005 Criticamente em perigo
LV ES V
CITES sem
IUCN sem
Berna sem
Directiva Habitats sem
Justificação de regulamentação Pouco abundante e em regressão    (79)
Factores de ameaça Existe sobrepesca da truta havendo um desrespeito pela época de defeso. Os repovoamentos realizados provocam introgressão genética nas populações selvagens. A introdução do lúcio e a extração de inertes têm causado impacte na truta. Poluição e alteração dos caudais também são causas apontadas como ameaças à sobrevivência da espécie.       (439, 79)
Medidas mitigadoras De forma a permitir a viabilidade populacional da truta, terá que se assegurar a protecção de áreas de postura e manutenção da sua qualidade. Deve-se também nao realizar repovoamentos indiscriminados, usando apenas individuos autóctones. De forma a reduzir o efeito da poluição terá que se efectuar o tratamento de alfuentes. As obras hidráulicas terão de ser minimizadas através de construção de passagem para peixes adequadas, e da gestão dos caudais nas bacias regularizadas. A pesca terá ser re-ordenada através da criação de zonas de pesca profissional. A legislação terá de ser alterada de forma a que o período de defeso seja de acordo com a época de postura. Terá de haver uma maior fiscalização sobre a pesca, havendo campanhas de esclarecimento dos pescadores. Pagamento de indemnizações para pescadores que compense as quebras de rendimentos resultantes da adaptação das artes de pesca a uma lei conservacionista. Manter desobstruído o troço internacional do rio Minho até à barragem de Frieiras. Criar dispositivos de passagem para peixes nos açudes do rio Cávado; No Lima, deve-se remover os obstáculos /açudes ou torná-los transponiveis para os peixes.                      (375, 211, 378, 212, 377, 427, 79)
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Referências principais
Lobón-Cerviá, J., Montañes, C. & A. Sostoa
(1986)
Reproductive ecology and growth of a population of brow trout (Salmo trutta L.) in na aquifer-fed stream of old Castile (Spain) [Mais info]
Valente, A.C.N.
(1993)
Biologia e dinâmica das populações de truta-de-rio, Salmo trutta L., da bacia hidiográfica do rio Lima. Faculdade de Ciências da Universidade do Porto [Mais info]



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